Asa-branca
Pomba que se desloca conforme a chuva e a oferta de sementes.
Único bioma que existe apenas em território brasileiro, a Caatinga reúne animais especialistas em economizar água e aproveitar cada chuva.
A Caatinga cobre grande parte do sertão nordestino e é o único bioma cujos limites estão inteiramente dentro do Brasil. O clima semiárido, com chuvas concentradas em poucos meses e longos períodos de estiagem, criou uma paisagem de arbustos espinhosos, cactos e árvores que perdem as folhas na seca para não desperdiçar água.
A fauna acompanha esse ritmo. Muitos animais são noturnos ou crepusculares, evitando as horas mais quentes; outros conseguem obter quase toda a água de que precisam dos alimentos. Répteis se beneficiam do calor para regular a temperatura do corpo, e várias aves fazem deslocamentos sazonais acompanhando a chuva, comportamento conhecido pelos moradores da região e associado à asa-branca.
A Caatinga também é palco de uma das histórias de conservação mais conhecidas do país. A ararinha-azul, ave associada à vegetação às margens de riachos temporários no interior da Bahia, desapareceu da natureza e passou décadas existindo apenas em cativeiro, até o início de projetos de reintrodução conduzidos com apoio de órgãos oficiais. É um lembrete de que um bioma pouco lembrado guarda espécies que existem só ali.
Animais que aparecem com frequência nas perguntas desta categoria.
Pomba que se desloca conforme a chuva e a oferta de sementes.
Espécie que se extinguiu na natureza e voltou por reintrodução.
Roedor que vive entre pedras e serras do semiárido.
Pequeno felino de hábitos discretos e noturnos.
Serpente peçonhenta que avisa a presença com o guizo da cauda.
Anfíbio robusto que aproveita poças temporárias para reproduzir.
As perguntas exploram hábitos noturnos, deslocamentos ligados à chuva, répteis do semiárido e casos de conservação como o da ararinha-azul.
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