Onça-pintada
Rosetas com pontos internos diferenciam da onça-parda.
Na natureza, quase nunca vemos o animal: vemos o que ele deixou para trás. Pegadas, marcas e pistas contam a história.
Grande parte dos animais silvestres é discreta, noturna ou simplesmente rápida em se esconder. Por isso pesquisadores de campo trabalham com vestígios: pegadas na lama e na areia, fezes, pelos presos em troncos, restos de alimento, marcas de garras e tocas. Esse conjunto de sinais permite saber quais espécies ocupam uma área sem precisar avistá-las.
As pegadas seguem padrões reconhecíveis. Felinos, como a onça-pintada e a jaguatirica, deixam marcas arredondadas com quatro dedos e normalmente sem unhas visíveis, porque as garras são retráteis. Canídeos, como o lobo-guará e o cachorro-do-mato, deixam pegadas mais alongadas e com unhas marcadas. Animais de casco, como veados e porcos-do-mato, imprimem duas metades separadas, e a anta deixa três dedos bem definidos.
As características do corpo também servem de identificação. Manchas em forma de rosetas na onça-pintada, listras na cauda de certos primatas, o bico enorme dos tucanos, a placa óssea nas costas dos tatus: cada detalhe tem função e história evolutiva. Aprender a observar esses traços muda a forma de olhar qualquer trilha, parque ou área rural.
Animais que aparecem com frequência nas perguntas desta categoria.
Rosetas com pontos internos diferenciam da onça-parda.
Deixa pegada com três dedos bem visíveis.
Pegada alongada com unhas; pernas muito longas.
Garras dianteiras enormes e tocas de grande diâmetro.
Pegadas próximas à água, com dedos separados.
Pegada de casco dividido em duas metades.
O quiz treina o reconhecimento de pegadas por grupo, vestígios usados em pesquisa e características do corpo que distinguem espécies parecidas.
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