- Tamanho: Cerca de 1 m de corpo e até 90 cm de altura na cernelha; peso em torno de 20 a 30 kg
- Alimentação: Onívoro: pequenos vertebrados, insetos e muitos frutos
- Hábitat: Campos, cerrados e bordas de mata do Brasil central e do sul
- Atividade: Principalmente crepuscular e noturna
Como reconhecer
O lobo-guará lembra uma raposa de pernas desproporcionalmente longas. A pelagem é avermelhada, com uma crina escura que se eriça ao longo do pescoço e do dorso quando o animal se sente ameaçado, e as patas e o focinho são quase pretos. As pernas altas ajudam a enxergar acima do capim e a deslocar-se em campo aberto, onde ele costuma caçar.
Apesar do nome, não é um lobo de verdade e nem pertence ao mesmo gênero dos cães domésticos e das raposas. Forma uma linhagem própria dentro da família dos canídeos, o que explica por que seus hábitos diferem tanto dos de outros canídeos: ele não caça em matilha nem persegue presas grandes.
Dieta: o lobo que come fruta
Pequenos roedores, aves, répteis e insetos entram no cardápio, mas uma parte grande da dieta é vegetal. O fruto da lobeira, planta típica do Cerrado, é o mais associado à espécie e aparece com frequência nas análises de fezes feitas por pesquisadores. Comer o fruto e depositar as sementes em outro ponto faz do lobo-guará um dispersor de sementes, e não apenas um predador.
Comportamento
É um animal solitário na maior parte do ano. Casais compartilham território, mas costumam caçar separados. O território é marcado por fezes deixadas em pontos visíveis, como cupinzeiros e trilhas, e pelo cheiro forte da urina, que quem já esteve no Cerrado reconhece com facilidade. Os filhotes nascem em tocas rasas ou em abrigos no meio do capim e dependem dos pais por alguns meses.
Ameaças e convivência
A conversão de campos e cerrados em lavouras e pastagens reduz o espaço da espécie, e o atropelamento em rodovias é uma das principais causas de morte registradas. Cães domésticos podem transmitir doenças e competir por alimento. A espécie consta em listas de risco e é acompanhada por programas de conservação do ICMBio; para o estado atual da avaliação, consulte sempre a edição mais recente do Livro Vermelho.
Mantenha distância, não ofereça comida e não tente tocar no animal. Se ele estiver ferido, ou se for um filhote aparentemente sozinho, acione o órgão ambiental do estado ou o ICMBio, que sabem como proceder.
Fontes desta ficha
- Portal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio · Órgão federal de conservação Acessar a fonte
- Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção ICMBio · Avaliação oficial de risco de extinção Acessar a fonte
- The IUCN Red List of Threatened Species União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) · Lista vermelha global Acessar a fonte
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