Mamífero

Mico-leão-dourado

Pequeno, dourado e restrito a um pedaço da Mata Atlântica fluminense, o mico-leão-dourado virou símbolo de como a conservação pode funcionar.

Leontopithecus rosalia Revisado em 26 de outubro de 2026
Ficha rápida
  • Tamanho: Menos de 30 cm de corpo, com cauda de tamanho semelhante; cerca de 600 g
  • Alimentação: Frutos, insetos, pequenos vertebrados, néctar e goma de árvores
  • Hábitat: Florestas de baixada da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro
  • Atividade: Diurna, em grupos familiares

Como reconhecer

A pelagem alaranjada e brilhante, com uma juba em volta do rosto, dá o nome ao animal. Ele pertence à família dos saguis e micos, e não ao grupo dos macacos de maior porte. As mãos têm dedos longos e finos, usados para tirar insetos de frestas em troncos e bromélias.

Vida em grupo

Vive em grupos familiares de cinco a onze indivíduos, em geral com um casal reprodutor e seus filhotes de ninhadas anteriores, que ajudam a cuidar dos mais novos. Dorme em ocos de árvores e usa um território relativamente pequeno, que defende emitindo vocalizações agudas.

Uma história de quase extinção e de recuperação

A espécie é endêmica de um trecho da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, uma das regiões mais desmatadas do país. Na década de 1970, restavam poucas centenas de indivíduos na natureza. Um programa de conservação combinou proteção de áreas, reprodução em cativeiro, reintrodução de animais nascidos em zoológicos, educação ambiental com as comunidades vizinhas e a criação de corredores florestais para ligar fragmentos isolados.

A população se recuperou de forma significativa, mas o caminho não foi linear. Surtos de febre amarela, por exemplo, mataram parte dos animais entre 2016 e 2018, mostrando que uma população pequena e concentrada em poucas áreas continua vulnerável a eventos inesperados.

Por que corredores florestais importam

Fragmentos isolados mantêm poucos indivíduos. Sem trocas entre grupos, aumenta o cruzamento entre parentes e cai a diversidade genética. Corredores de floresta, plantados ou restaurados, permitem que os animais circulem e se reproduzam com mais variedade.

Fontes desta ficha

  • Portal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio · Órgão federal de conservação Acessar a fonte
  • Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção ICMBio · Avaliação oficial de risco de extinção Acessar a fonte
  • The IUCN Red List of Threatened Species União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) · Lista vermelha global Acessar a fonte
  • Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo MZ-USP · Museu e acervo científico Acessar a fonte
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